O Egito sob o olhar de Napoleão
Em 1798, Napoleão partiu para o Egito com 34 mil militares e uma comitiva de 167 eruditos e cientistas de diversas áreas. A expedição durou até 1801 e deu frutos importantes. Um deles foi a descoberta da pedra de Roseta, peça-chave para a compreensão do significado dos hieróglifos egípcios. Outro triunfo científico que resultou dessa viagem atende por Description de L’Égypte (“Descrição do Egito”), uma série de 23 livros que contêm 900 gravuras e enfocam três temas: Antiguidade, Estado Moderno e História Natural. Essa jornada épica e suas consequências para a percepção europeia sobre uma civilização com 5 mil anos de história são o objeto da mostra Egito Sob o Olhar de Napoleão. Através de vitrines, os visitantes espiam 13 tomos da obra, cada um aberto numa página e exibido ao lado da respectiva matriz de cobre, trazida do Museu do Louvre, em Paris. Por meio de telas planas, sensíveis ao toque, é possível “folhear” versões digitalizadas. Há também quatro peças da coleção do Museu Nacional do Rio (como uma estatueta de bronze da deusa Ísis, de cerca de 300 a.C.) e outras cinco de acervo particular, a exemplo da figura do deus Anúbis, entalhada em madeira (1070-712 a.C.).




